quarta-feira, 30 de setembro de 2009

De mim para ninguém.


Meu Amor, muitas são as vezes
Em que te olho
sem que me olhes
E são, então, os meus olhos
que o teu nome pronunciam
num eco vazio e agudo
que tu jamais ouves.
Mas é claro que me iludo.
Minha boca fechada
Cala o que a alma
quer dizer.
Deixa-me a tua voz espetada
no meio do peito
como um abraço
pra morrer.

1 comentário:

  1. E tens tu a lata de dizer que és uma porcaria a escrever poemas... quando escreveste algo assim.

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