O desenlace é sempre o mesmo. Disseste-me uma vez: 'não sei porque te fazes de vítima, sempre à procura de gajos que não te querem'.
Tu, por outro lado, conseguiste desfazer a mínima réstia de esperança que ainda residia neste coração despojado de qualquer ilusão. Pegaste-me no colo, embalaste o coração e prometeste ajudá-lo a cicatrizar. Mal eu sabia quantas mentiras se escondiam nos teus lábios. Fizeste dum canto o teu obscurantismo, deixaste o medo congelar-te os neurónios, e o sistema. Desejaste a simplicidade e desististe da luta tão facilmente quanto a começaste, se é que alguma vez a começaste. Queria de ti tanta coisa, e mais uma vez ser ilusa acabou por ser o meu maior defeito. Já caí tantas vezes sob o peso da minha própria ilusão que prefiro não a ter. Não te afundes nessa tua submissão, nesse teu receio de dar e receber. Enjoas-me, enjoam-me todos, porque nenhum sabe manter a compostura, vão para casa e aprendam maneiras, peçam às vossas mães para vos re-educarem, peçam-lhes que vos ensinem a respeitar, a pedir 'por favor', a dizer 'obrigado' e 'com licença'. Tenham respeito pelas mulheres e sejam cavalheiros, uma mulher não é um brinquedo, tem coração, sentimentos e lágrimas, muitas muitas lágrimas. Aprendam que o respeito se ganha, mas também se perde. Tudo o que fazes a uma mulher ela duplica, se não for ela a vida encarregar-se-á disso. Não duvides boy.
oh god .. tão verdade.
ResponderEliminar"Aprendam que o respeito se ganha, mas também se perde". Exacto.
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