Já não consigo reatar o fio dos dias, não consigo idealizá-los como todos constantes de consecutiva repetição. Os dias são-me bocados esfarrapados de tempo que se me atravessa, e, por falta de vias, vejo-me forçada a passar-lhes por cima. As horas são-me filamentos de curta idade que não têm rumo nem direcção. Tu és-me uma irrealidade desmembrada, um passado delicioso e tenebroso. E tu, aos poucos, deixas de ser uma excepção, para ser mais uma peça de tabuleiro.
Sou mais mecânica hoje do que alguma vez fui, damn.

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