Somos sempre vítimas do nosso próprio espaço mental. Vítimas assassinadas por uma vida distante, que outrora foi presente, cinzelada pela imaginação abusiva e fértil que tanto nos tortura.
Desencantamentos momentâneos, estratégias duradouras, mecanismos simples e funcionais, como alho para vampiros, para que te mantenhas sempre afastado de mim. Não consigo lidar com a tua proximidade.
Quero de mim o que chegou a ser teu. Quero as gargalhadas sentidas e as dores fortes nas bochechas, o sorriso mantido, mas nunca forçado; as piadas secas e uma estranha espécie de afecto nem sempre dito espontâneo. Quero o pranto forte e agudo, a desilusão constante, o orgulho e a teimosia. Quero as lágrimas e o sentimentalismo do romantismo que outrora dominou a minha alma. Quero as palavras já gastas. Quero tudo.
Quero tudo o que me pertence! Mas não te quero.
Somos sempre vítimas do nosso próprio espaço mental, porque, para além dele, mais ninguém consegue derrubar-nos tão cruelmente.

gostei... bastante sentido (:
ResponderEliminar'a mente domina a matéria'
ResponderEliminarhá-des ter de volta tudo o que te pertence, sem que fiques agarrada ao que já foi.
não deixes de acreditar, e luta por aquilo que é teu. (L'
woow, eu acho que não diria melhor!
ResponderEliminargostei imenso. quero ler o teu blog todo, mas a minha mae tem de vir para o pc. eu volto e se nao te importares invado-te durante um bocadinho. comento se quiseres.
ResponderEliminarbeijinho*