quinta-feira, 5 de agosto de 2010
no name, no sense.
Abre as asas e vai-te longe, eu cá nao gosto dessa espécie de pássaros. Sao pássaros ou borboletas? Sabe-se lá, já nada é o que é.
Eu até tinha uma ideia engraçada para escrever, mas perdi-a. Alias, ela fugiu-me por entre os dedos, gritando, tremendo e pedindo auxílio. Acho que ela nao gostava de mim. Tinha muita pinta e poucos miolos. O calor faz isto, sabes? Esborrata-me as ideias, fá-las sentirem-se prisioneiras delas próprias e perdem a insípida sanidade que alguma vez desfrutaram; e tornam-se reféns, com vontade de fugir pelos espaços ainda nao remendados da imaginaçao. E eu fico sem elas, sozinha, a tentar maquinar outras novas vindas dum qualquer espaço intergaláctico irreconhecível.
E eu sou dum outro espaço perdido que nem eu sei encontrar, labirintos tao, mas tao, escorregadios que me escorregam os olhos e os passos, e perco-me, uma e outra e outra vez.
Assim como agora, num post sem sentido.
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Tudo tem sentido. Acho eu...
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