quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Rocks


Por fora rochas maciças e fortes, soberanas da própria integridade dos castelos que edificam. Com prepotência e patriotismo, e o olhar respingado de quem sabe que é importante e forte.
Por dentro madeira oca, um enorme vazio onde o som dos corações não se propaga. Apenas as ruínas dum castelo outrora resistente e cheio de vida, onde danças de meia-noite aconteciam e estrelas olhavam sorridentes aos espectáculos de amor à vida.
Hoje ainda vejo as rochas, mas têm ar envergonhado, sentem culpa e demonstram-na, pois não conseguiram evitar que os inimigos derrubassem o castelo e levassem a vida com eles. A culpa não foi delas, mas elas não sabem que foi minha.
Se elas fecharem os olhos e me deixarem entrar, encontro um grande espaço aberto que me leva a primórdios, volto a mirada à realidade e vejo uma figura… o que vejo?
Sou eu. Desato a chorar.

4 comentários:

  1. és Tu, grande alegria, acredita, tu és um bem para a vida.

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  2. não és madeira oca. Tens é um coração frágil de madeira, com farpelas que te magoam e tantas vezes apanha caruncho, entendes? $

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