
Prometeste-me o mundo, com sorrisos e beijos, mensagens bonitas, típico desfecho.
E duvido que saibas o quanto eu te amo, aprendi a assim fazê-lo enquanto tu deixavas de o fazer. Momentos juntos, magia era o único que eu sentia. -"Não pode ser real" - pensava. Estaria, de facto, a sonhar? Mas... as tuas mãos na minha cintura pareceram sempre tão reais, sempre tão aconchegantes, os teus beijos no meu cabelo e o teu desejo de me ter, e eu a ti. Deixei-me levar pelo cheiro do teu pescoço que era para mim anestesia divina. Mas houve qualquer coisa que não funcionou, e fez que tudo parasse, quando eu mais começava a gostar de ti.
Agora queres que, magicamente como dantes, eu deixe de gostar de ti? Pedes-me o impossível.
Eu sei que tu já não gostas, que agora é outra quem te regala sorrisos.
Mas o processo ficou invertido, enquanto tu deixavas de me "amar", eu, por algum motivo comecei a fazê-lo; não encontrámos um termo médio, mas devo admitir que também não me apetece encontrá-lo. Eu queria-te para mim, mesmo que não fosse à namorado. Tu acabaste por apreciá-la mais a ela. Nada posso fazer, eu continuo aqui para ti.
Vais-me devolver os bocadinhos de mim que te ofereci?
Vais-me dar algum abraço outra vez?
-Vem comigo, amor, vá lá.
-Eu? Fazer o quê?
-Estar comigo.
-Está bem.
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