Já chega.
É só isto que eu te digo. Já chega de fazeres comigo o que te dá nas maiores das vontades. Eu não sou daquelas, podes ter a certeza absoluta, que faz o que tu mandas só porque quando te convém dignas-te a mandar-me um ou dois beijinhos. Desculpa, tens que fazer bem melhor. Custa? Mais uma certeza. Mas queres que eu faça ainda mais? Nem pensar, o carro para andar precisa de quatro rodas – vá, divide por dois -.
Não guardo rancor para ti, não guardo rancor para ninguém, prefiro guardar coisas boas, embora as más, ora aparecem ora desaparecem.
Isto da vida, supostamente, é assim. Supostamente, digo, pois suponho que ainda estou a aprender o que é suposto ser e não ser.
Nem te vou perguntar porquê, nem quando, nem nada. Para que tantas perguntas, quando de nada valem as palavras pois sei que o meu olhar já não te diz nada, sendo assim nem vale a pena eu fazer uso da saliva. As coisas murcham – algumas -. Alguma vez li que quando amas algo/(alguém) deves deixá-lo ir, se volta a ti foi sempre teu, se não volta nunca o foi. Manipulação? É capaz de ser… mas admitamos que tem uma certa lógica escondida. Lógica da batata, sim senhor.
Digamos que eu já não me posso dar ao luxo de gostar de ti, bem sabes que também não o consigo deixar de fazer. Enfim.
Não há fins, mas há desfechos bem tramados. Eu que o diga.
-This will be the last time you hurt me.
Isto deixa qualquer um sem palavras, certamente.
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