quinta-feira, 10 de novembro de 2011

venez avec moi


Estou? Queria saber se te apetecia sair, se hoje, talvez, quisesses partilhar um pôr-do-sol, ou uma noite estrelada. Queria apenas dizer-te olá e ouvir a tua voz.. Queres passear? Vamos de mãos dadas. Apetece-te ouvir muitas histórias? A mim sim, saber mais e mais de ti, de mim, de tudo! Apetece-me um fechar de olhos de saber conviver, de tocar sem jeito e rir, de falar sem jeito e rir, de ser sem jeito e, ah, rir! 
Nunca soube ser mais eu do que sou hoje, e nunca o voltarei a ser como hoje. O que há em mim de mim, hoje, é o mais essencial. Sou feliz espontaneamente restringida a esta mania de saber que sei ser feliz. Quero contentar-me com o hoje, com o que estamos, com o que somos, com o que está acontecendo. 
Aprendi deste jeito a pegar em memórias e embalá-las de modo a que elas me aquecessem o coração, me preenchessem um sorriso vão e esquecido que me forçasse a extrapolar a realidade circundante. O que tenho agora faz tudo sentir-se certo, e basta-me essa certeza de que vai ficar sempre tudo bem, sem importar quantas janelas pareçam tentadoramente abertas. Tenho medo do normal, aterroriza-me os sentidos, e ainda bem, não quero ser nunca igual. 

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