Fascina-me a capacidade de embrulhar estrelas e oferecê-las, de as arrancar do céu com paixão desenfreada e dá-las. Entregá-las como se fossem uma amostra do coração, um pedido implícito, um desejo subentendido. Essa tua capacidade de olhar o infinito e sorvê-lo, fazê-lo teu eternamente e desenmascarar cada recôndito canto do teu ser. Sem necessidade de escudos ou armaduras, o teu universo é mesmo universal, transparente, cristalino e especialmente delicioso de contemplar. Não sei de ti, ainda, a astronáutica exploração desse universo, sou ingénua no contentamento simples que esse facto me provoca. Desconhecia a imensa capacidade de uma série de eventos formarem um sucesso. Os detalhes que juntaram as cores à tela, fundiram as tonalidades, desafiaram as perspectivas e re-inventaram uma nova forma de fusão artística, preenchida de impulsos, de desenfreio, de futurismo abstracto e de medo.. Oh de medo, traidor e traído, impune aos desejos e, no entanto, fantasma recorrente de quem anseia ser apenas o momento numa repetição constante, pânico, meu querido, da efemeridade desse mesmo momento.
domingo, 27 de novembro de 2011
rouge
Fascina-me a capacidade de embrulhar estrelas e oferecê-las, de as arrancar do céu com paixão desenfreada e dá-las. Entregá-las como se fossem uma amostra do coração, um pedido implícito, um desejo subentendido. Essa tua capacidade de olhar o infinito e sorvê-lo, fazê-lo teu eternamente e desenmascarar cada recôndito canto do teu ser. Sem necessidade de escudos ou armaduras, o teu universo é mesmo universal, transparente, cristalino e especialmente delicioso de contemplar. Não sei de ti, ainda, a astronáutica exploração desse universo, sou ingénua no contentamento simples que esse facto me provoca. Desconhecia a imensa capacidade de uma série de eventos formarem um sucesso. Os detalhes que juntaram as cores à tela, fundiram as tonalidades, desafiaram as perspectivas e re-inventaram uma nova forma de fusão artística, preenchida de impulsos, de desenfreio, de futurismo abstracto e de medo.. Oh de medo, traidor e traído, impune aos desejos e, no entanto, fantasma recorrente de quem anseia ser apenas o momento numa repetição constante, pânico, meu querido, da efemeridade desse mesmo momento.
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Adorável.
ResponderEliminarEste provocou-me um arrepio. Adorei.
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