segunda-feira, 29 de março de 2010

Carpe diem, my dear.

Cada dia é diferente, cada dia é inesperado, cada dia «tu» e «eu» vão mudando de sentido. Cada dia «nós» não sabemos o que fazer.
Hoje apeteces-me, mais que todos os dias, meu querido. E hoje é um daqueles dias em que não tenho a certeza de se me queres ou não. Sim, há dias em que, de olhos fechados, consigo dizer que me amas; mas há outros em que me custa decifrar, e são esses os que doem mais.
Sabes? Há imensas coisas que não sabes, e imensas coisas que eu não te sei dizer.
A cabeça que costumava ser tão racional, tão literária, e pouco emocional, que me caracterizava e deixava a minha marca, profunda, de intensidade pessoal, deixou de ser o que era, deixou-se inundar pelo líquido envenenado que um indivíduo do lado esquerdo do meu peito tem irrigado.
Não acredito em «para sempre», acredito em hoje e, às vezes, em amanhã. E hoje quero-te.

«Carpe diem quam minimum credula postero»

2 comentários:

  1. Wow. Está lindo :|
    "Não acredito em «para sempre», acredito em hoje e, às vezes, em amanhã. E hoje quero-te." perfeito :)

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