quarta-feira, 6 de março de 2013

Há tanto tempo que as minhas mãos e o meu pensamento não se dedicam a percorrer as linhas subtis duma folha branca, vazia, pura. As ideias estão amontoadas na porta de saída, dando empurrões umas nas outras, enquanto as minhas mãos escrevem furiosamente palavras, quase sem as raciocinar. Surpreende-me, como sempre, esta capacidade de olhar letras e ver palavras.
Ao mesmo tempo que esta corrida louca vai acontecendo, também as lágrimas se precipitam mais uma vez sobre as minas mãos em movimento.
Aquela que outrora foi uma paz interior é agora um remoinho de tonalidades acinzentadas.
Para não quebrar a regra, estou em mim, fora de mim. Estou em mim, sem mais ninguém. Fora de mim, sem me encontrar.
Parou. As palavras amontoaram-se rendidas à saída e não saem.
Desisto. Uma pequena luta lutada, hoje é-me suficiente.

Sem comentários:

Enviar um comentário