Fizeste-me do coração farrapos com a subtileza grosseira dum soldado, cortaste e dilaceraste tal qual farias ao teu inimigo. Travaste aquela guerra tão fútil e desnecessária, apenas como refúgio da tua verdade. Foste o encanto e charme da mentira, mas foste, também, a sua breve vida. E dessa guerra hoje, tristemente, resta apenas essa mentira, completa ignorante das verdades que se foram infiltrando na sua armadura, mas que, tendo recuado quando encontraram o núcleo da falsidade, nunca mais deram sinais de vida. Soubeste ser o guerreiro mais corajoso, o mais rude e forte, à custa da tua sinceridade, à custa da única virtude que poderia, realmente, ter-nos feito felizes. Planeaste a guerra como estratega, e marcaste-me na face como dano colateral. O amor nunca sabe o que faz, mas faz o que sabe.

parece sr muito bom, mesmo. obrigada!
ResponderEliminarMargarida Rebelo Pinto tem esse efeito em nós :)
ResponderEliminarAdorei a intensidade desse texto. "O amor nunca sabe o que faz, mas faz o que sabe." Uma grande verdade.
ResponderEliminarbeijos, coração.