São os dias e as noites, que passam assim sem saber, cada dia no topo traz dois de viagem subterrânea.
Estar em baixo é o inferno: estar em cima não é paraíso, oh não.
Há dias invisíveis, que passam quase sem nos apercebermos, aqueles em que daríamos quase tudo para que não acabassem... mas acabam, sempre. Há outros que parecem torturar-nos, com o seu andar deliberadamente demorado e não interessa quanto supliquemos para que se afastem, eles teimam em não conceder nenhum desejo. Há, ainda, aqueles que passam por nós e nós por eles, não são sim nem não, são apenas dias, respiramos, sorrimos, olhamos, mas às vezes nem vivemos. E há os que nos consomem, aqueles que nos submergem numa espiral doentia de estrelas fugazes e buracos negros, que nos levam a um universo paralelo, onde as cores não têm espaço, mas os pretos não são nos brancos.
Cada passo dado, cada sentimento guardado, cada lágrima deixada ao mais grandioso acaso, cada gesto, cada beijo, cada sorriso e riso, cada desejo, cada pestanejar... faz cada sonho, tenho os meus guardados no bolso, para sempre que os precisar.
Nada vale se não podes partilhar a vitória, não há derrota tão íntima como para ser enfrentada em solitário.

Gostei imenso :)
ResponderEliminarNão sei de que és feita, mas o teu blog encantou-me.
ResponderEliminarum beijinho!